domingo, 24 de maio de 2009

Casamento: hora do sim?







A mudança da postura feminina diante a sociedade representa atualmente uma cultura diferenciada para a nova geração de mulheres, influenciando inclusive na mudança de valores em relação o casamento. O sonho em subir no altar não é mais prioridade para as mulheres do século XXI, as conquistas tomaram um novo rumo(faculdade, trabalho) e a mulher se sente livre para fazer novas escolhas ao perder o legado de dependência financeira do marido, optando também em não casar cedo ou separar-se quando se sentir insatisfeita.
Segundo dados do IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o percentual de casamentos não é o mesmo dos últimos anos, considerando também o crescimento de divórcios. Em 2007 foram realizados 916.006 casamentos no Brasil, 2,9% a mais do que em 2006 (889.828). Já as dissoluções do casamento - soma dos divórcios diretos sem recurso e separações - chegando a 231.329, ou seja, para cada quatro casamentos foi registrada uma dissolução. Exatamente 30 anos depois de instituído, o divórcio atingiu sua maior taxa na série mantida pelo IBGE desde 1984. Nesse período a taxa de divórcios teve crescimento superior a 200%, passando de 0,46 por mil, em 1984, para 1,49 por mil, em 2007.
Mas isso não significa a extinção do casamento, segundo relata Leniele Teixeira, em entrevista, comenta sua experiencia como Líder de casais e também sua visão como esposa: demonstra apenas o livre arbítrio da mulher, coisa que antigamente “elas” não podiam expor, tinham que manter a aparência e limitar-se sendo donas de casa, competentes mães e excelentes esposas, mas por dentro infelizes com a rotina monótona, agora as mulheres tem voz ativa na sociedade. Leniele completa, " o comportamento diferenciado da mulher, assusta de certa forma o homem(marido) e com isso gera um comportamento muito diferente se comparado com os tradicionais casais da geração passada, por exemplo".
O universo feminino ganhou nova personalidade ao longo dos anos, como podemos perceber nas atitudes da mulher moderna, mas a simbologia e o sentimento de casar e constituir família contitua sendo um desejo da mulher, mas agora não como prioridade e sim como complemento de vida.
Michelle Calazans - Casamento: hora do sim?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A mulher e os desafios do novo século



O perfil “dona de casa” sai de cena para dar lugar a nova mulher moderna, como exibe a trajetória diária de várias mulheres que enfrentam uma maratona de funções(trabalho, casa, marido, filhos). Parece não existir limites para o universo feminino, agora elas são maioria nas universidades, ganharam liberdade com a pílula anticoncepcional e a lei do divórcio, conquistaram o direito ao voto na década de 30, expandindo novos espaços, assumindo cargos de liderança em empresas de grande porte ou até mesmo na política, algo inimaginável no século passado, onde a mulher não tinha voz ativa dentro do próprio lar e agora assume cargos de grande poder político.
Atualmente, as mulheres constituem 8,2% dos/as representantes responsáveis pela elaboração das leis no Brasil e possui voz ativa com 12,3% no Senado Federal onde das 81 cadeiras, apenas 10 são ocupadas por mulheres. A desigualdade, entretanto, ainda permanece, quando se compara quantitativamente.
Um grande triunfo feminino pode ser comemorado, quando em 2006 Michelle Bachelet, no Chile torna-se a primeira mulher "Presidente" de um país latino-americano, atuando até o momento de forma plausível. Angela Merkel também pode ser considerada exemplo de mulher no poder político, quando em 2005 tornou-se a primeira mulher a presidir um governo da Alemanha.
Mas a conquista da mulher é uma constante busca, porque apesar de mais escolarizadas do que os homens, as mulheres recebiam, em média, cerca de 70% do rendimento dos homens em 2000 e entre aqueles que recebem mais de vinte salários mínimos, apenas 19,3% são mulheres, segundo dados do IBGE. Atualmente cerca de 45,2 milhões de mulheres fazem parte do mercado de trabalho e cuja contribuição feminina cresceu quase 56% no último Censo.
Porém, observa-se que elas já provaram que além de ótimas "donas de casa", podem também ser boas motoristas, mecânicas, engenheiras, advogadas. Já está mais do que provado que as mulheres são perfeitamente capazes de cuidar de si, de conquistar aquilo que desejam e de provocar mudanças profundas no decorrer da história da humanidade.